quinta-feira, 5 de novembro de 2009

DESABAFO AFIRMATIVO DE WILSON MARTINS

     Os líderes devem ser determinados, afirmativos e exatos. Pois, indecisão e dubiedade não combinam com liderança. Conduta precisa, taxativa e decidida também marcam o posicionamento dos líderes carismáticos. O verdadeiro líder não abdica de suas posições e objetivos. A materialização de seus desejos, de sua vontade de ser, se expressam na objetividade da afirmação desprovida de subterfúgios, da melifluedade, da enganação subjetiva embutida quando fala para o público.
     O líder político Wilson Martins falou claro, transparentemente, para aliados, para adversários, e para a sociedade, avisando que será pré-candidato ao governo do Estado, ainda que o governador Wellington Dias não se desencompatibilize para concorrer ao Senado Federal; que o seu partido, o PSB está preparado para lançá-lo ao governo; que o partido está organizado; e quer tê-lo como candidato em 2010. Quem realmente quer ser candidato, deve falar é assim: determinado. E afirmativamente como fazem os verdadeiros líderes políticos.
Disse, também, que as cogitações para ser candidato ao Senado da República com Wellington e/ou desistir de sua candidatura ao governo não passam de propostas e provocações desleais, cretinas e aéticas. Ressaltando que não abrirá mão de sua vontade de substituir o atual Chefe do Executivo piauiense como vice constitucional. E de ir para a reeleição também assegurada por lei.
     A situação de Wilson é privilegiada. Confortável. Nenhum outro postulante detém sua condição. Nem sequer Silvio Mendes, com o apoio do Senador João Vicente, que acaba de ser negado. Tampouco os Claudinos, que são da base, e dela dependem. E do governador Wellington e de Wilson, não só por interesses políticos, mas também empresariais, pelos diversas transações, contratos, mantidos com o Estado.
     O governador Wellington jamais deixará de ser candidato ao Senado, com uma eleição assegurada, para atender petistas, que não aceitam sua decisão irrevogável de ser senador da República. E se cair na tolice de ficar até o final do governo, para ajudar Antônio Neto, passará a responder inúmeros processos, enfrentando os tribunais, após a conclusão do mandato, sem a imunidade parlamentar, o que lhe causará vários dissabores e aborrecimentos.
     O PMDB, agora desfalcado das fortes lideranças do senador Mão Santa, que filiou-se ao PSC, e do deputado Alberto Silva, que falecera, não terá candidato. Justamente porque está dividido entre o Palácio do Karnak e o Palácio da Cidade, embora Silvio (PSDB) não seja pré-candidato, mas circula como se fosse, apenas para testar sua popularidade e prestígio, exclusivamente em Teresina, onde é forte. E para negociar poder político.
     O senador João Vicente (PTB) espera uma decisão de Wellington (PT) sobre a sucessão. Wilson Martins será candidato em qualquer circunstância. O Secretário Antônio Neto (PT) depende do partido e de Wellington para confirmar sua intenção. Silvio Mendes quer o apoio do PMDB e do PTB, que foi descartado, porque peemedebistas e petebistas estão submetidos, até quando não se sabe, à determinação do governador Wellington. O deputado Marcelo Castro é da base governista; portanto, também condicionado à orientação de Wellington. Na verdade, até parece que todos querem ser o vice de Wilson Martins, inclusive João Vicente, por conta da eleição de 2014. Por conseqüência, Wilson é o único candidato de verdade. Os demais condicionam suas candidaturas à determinação do atual governador do Piauí.

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